Outro dia vi um gavião preso no quintal de uma casa. Doeu o coração… me fez lembrar quando fui pra casa de campo de uma amiga e ela perguntou pra mãe como andava o tucano. Ele era de estimação mas só aparecia de vez em quando, entre um passeio e outro que fazia pela região. Eu, mesma, dei uma banana no bico dele. Lindo de morrer. E livre!
Pássaros
Uma casinha para os passarinhos virem te visitar que é uma peça de design...
... pra que você possa tê-los sem precisar da tristeza de ter alguém preso em uma gaiola. {vlaemsch}
E esse relógio de Cuco, tem até comidinha no pêndulo para atrair os bichinhos. Super fofo e dá um toque divertido no jardim. {Designspray}
Peixes
Para quem tem peixes em casa e não quer deixar com cara de consultório ou restaurante japonês, encontrei algumas boas soluções.
Para dar vida à parede, literalmente. Tem o benefício de proteger o peixe dos gatos. Mas é recomendado somente para peixes bem pequenos, tipo Betas. {Wrapables}
Este aquário é de enlouquecer... como não tem proteção superior, ele transborda, que nem uma piscina de borda infinita. Super delicado. Tem suas limitações, como não ser uma boa ideia para peixes que pulam, mas é realmente fantástico. {ZeroEdge}
Este também é da Zero Edge, com borda infinita. Você pode criar bambus no aquário, e ainda tem iluminação dentro do acrílico. Fica alegre com sofisticação. {ZeroEdge}
Este é bem diferente, com 6 aquários interligados, para que os peixes passem de um ambiente a outro, cada um com uma função específica: um para comer, um para dormir, etc. Ele chama bastante a atenção e vai tomar conta do ambiente em que estiver instalado. {Octopus Studio}
Pequenos mamíferos
Olha o que a Martina, austríaca, fez para o hamster dela, usando prateleiras da Ikea (nosso equivalente seria Tok&Stok ou Etna). Dizem ser o hamster de estimação mais feliz do mundo. Não diria que o móvel ajuda na decoração da sala mas, perto do que a maior parte das pessoas faz, ficou fantástico – organizado e limpinho, sem cara de gaiola.
Clique na foto para ver como ela fez, no blog Ikeahacker.
Esta ideia pode ser adaptada para quem tem um furão, ou porquinho da índia, por exemplo.
Tem gente que fala que é rústico, mas também que ele fica “descolado” ou moderno. O cimento queimado é super versátil e pode ajudar a compor ambientes de todo tipo, desde o mais caipira até o sofisticado.
Os móveis em alvenaria, muita madeira rústica, palha e barro ajudam a formar um ambiente rústico na varanda da pousada Beijupirá em Porto das Pedras.
As cadeiras e mesa Saarinen, uma luminária bacana e o uso do branco e vermelho trazem um ar mais moderno para esta cozinha. {Elle Uruguai}
O cimento queimado é feito a partir de uma mistura de cimento, areia, água e alguns aditivos e corantes. Parece simples, mas existem inúmeras receitas e técnicas diferentes, a superfície geralmente precisa de juntas de dilatação para não trincar, e se o revestimento não for bem preparado pode ficar com bolhas e manchas. Isso tudo pra dizer que a preparação e instalação devem ser feitas por profissionais especializados, ou o barato pode sair caro.
As juntas de dilatação podem ser substituídas por vincos, madeira, tijolos ou cerâmicas, fazendo paginações mais dinâmicas.
A textura do piso é uma delícia para andar descalço pela casa, lisinha e não é tão gelada quanto a cerâmica. Mas tem que ter cuidado ao utilizar em áreas externas ou molhadas, porque ele pode ficar bem escorregadio com água.
A combinação com ladrilho hidráulico é linda. Nesta foto os ladrilhos fazem um tapete na cozinha.
O cimento pode ser branco, cinza ou de qualquer outra cor que sua imaginação permitir. O único cuidado é preparar e fazer toda a instalação de um ambiente no mesmo dia para evitar dar diferença de cores entre um dia e outro, já que a preparação muitas vezes é “no olho” e muda de acordo com as proporções dos ingredientes.
Veja como ele pode ajudar num ambiente mais neutro.... {DI}
...e como vira a bola da vez todo colorido nesse barzinho de beira de estrada.
Os ladrilhos agora presentes na parede para brincar com o piso de cimento, tudo a ver.
No galpão que transformou em sua casa, o designer Paulo Alves utilizou o cimento queimado no piso, mantendo as paredes no tijolinho. Repare que o aspecto rústico do piso e das paredes faz uma combinação inteligente com móveis de design, deixando tudo mais descontraído.
Um acabamento mais brilhante fica mais sofisticado, e pode ser obtido com a aplicação de um tipo especial de verniz. Consulte um especialista.
Adorei esta bancada que continua com o cimento do piso.
Aliás, cimento queimado pode ir nas paredes também. Mas não canso de repetir: procure alguém com experiência comprovada na instalação para que o resultado seja satisfatório, ok?
Estive uma semaninha de férias, fui para Punta Cana, na República Dominicana. Como lá é uma região só de hotéis All Inclusive (aliás, alguém sabe por que não chama All IncluDED?), não tem muita coisa pra se fazer a não ser curtir o hotel e a praia. A praia não perde para nenhuma praia bonita do Brasil, e All Inclusive tem meio a mesma cara em todo lugar… o legal foi que passamos o Natal em família, que mora meio espalhada, e curtimos o tempo pra bater papo, jogar Uno e brincar com a minha afilhada linda!
Como eu não sou de lagartixar no sol porque faz mal pra pele, tive que inventar coisas pra fazer, e uma delas foi tirar fotos do hotel pra depois contar pra vocês…
A primeira é só pra matar de vontade de pular numa piscina, tomar uma cervejinha no bar molhado... olha que céu azuuuul...
As fachadas no nosso bloco de prédios seguiam um padrão de cores – as paredes internas eram sempre amarelo-escuro. Já as paredes mais externas eram verde-acinzentado ou vermelho-tijolo. Lembram que tipos de combinação são essas?
O verde e o tijolo são cores complementares, e estão nas paredes que mais se destacam nas fachadas. Como os edifícios são próximos, o contraste fica muito visível, o ambiente fica alegre, divertido. O amarelo, que está presente no fundo dos dois, é a cor que fica bem no meio do caminho entre o tom do verde e do tijolo, no círculo cromático… o que traz uma simetria entre os pares de cores de cada prédio, evitando o destaque a algum deles.
Sobre os quartos…
Eu adoro a combinação de marrom com amarelo, mas...
…reparem que nas fotos anteriores as esquadrias das janelas e varandas eram brancas, linhas retas, modernas. O que tem a ver essa porta de madeira na entrada do quarto?? Daí vocês entendem por que eu nem vou mostrar o interior do quarto… melhor deixar a fachada principal na cabeça de todo mundo.
Olha que legal as cores que eles escolheram para as toalhas da piscina… complementares também: azul e laranja.
O outro bloco era um pouco mais suave, todos os prédios eram iguais, laranja com verde. Na piscina eles usam as mesmas cores, porém muito mais saturadas, causando mais excitação visual na área de lazer.
Mas tem uma terceira cor fundamental nessa combinação que parece que não é proposital mas é fundamental para a composição – o azul da piscina e do céu. Pela técnica, é a combinação tríade, onde o azul e o verde estariam na mesma distância da cor complementar ao tom amarronzado do laranja.
Mudando de assunto…
Interessante o material de revestimento da piscina.
Achei esse acabamento muito bacana. De longe parecia pedra pomes. De perto vi que era um tipo de fulget – uma massa com micro pedrinhas, o que é mais aderente do que azulejos, evitando escorregar nas escadas, ou na piscina de crianças. Imagino que seja muito mais barato também, e as pastilhas de vidro no nível da água dão um tom mais sofisticado do que seria uma piscina toda sem cor, apesar de ficar azulzinha também. Tem que avaliar como fica a facilidade de limpeza.
Olha o piso da área externa.
Pesquisei mas não encontrei nada sobre o material do piso, pareciam rochas de corais fossilizados. Tentei achar um padrão, mas realmente cada placa era completamente diferente da outra, como se um coral tivesse encostado num cimento molhado. Muito interessante. Ainda não sei se ecologicamente corretos… se alguém souber, conta pra gente.
Aqui uma “jacuzzi” aquecida bem gostosa… mas vamos combinar que não é a coisa mais inteligente do mundo você ter que passar pela água gelada da piscina pra chegar lá e, pior, sair de lá depois de ficar quentinho…
O título do nosso blog fala de inspiração, inclusive antes de design e de arte. Tem gente que diz que arte é puro talento, você nasce artista. Tem gente que diz que transpiração que traz o sucesso. Eu fico no meio do caminho. Acho que todos nós nascemos super inspirados e a educação da gente vai nos moldando. Alguns são mais rebeldes, se adaptam menos. Outros são certinhos, seguem a cultura e a tradição do jeitinho que os pais e avós ensinaram. Tem um vídeo muito bacana que fala sobre a relação entre criatividade e educação, é fantástico, vale a pena assistir se você ainda não viu:
Fato que a inspiração é importante, venha ela do berço ou do nosso esforço. Para aqueles que não conseguiram manter a genialidade da criança, ou que estão preocupados com outros assuntos e falta concentração pra deixar a inspiração aparecer, existem técnicas muito boas para despertar a criatividade. Vou falar um pouquinho do que eu acho bacana e funciona pra mim em design de interiores.
A primeira vez que eu tive que fazer um projeto de design de interiores na Escola, não sabia por onde começar. O meu professor, o Guto Requena, deu um briefing com o perfil do morador, o que ele queria do apartamento dele, tal. E ele dizia que a gente tinha que desenvolver um conceito pro projeto. Que diabos é um conceito?? Difícil explicar. Eu penei. Dava muita vontade de já partir direto pra planta do apartamento, derrubar paredes, resolver os problemas do “cliente”. E o Guto não deixava.
Fiquei semanas pensando, todo mundo já tinha começado e eu ainda buscando o tal conceito. Eu só consegui resolver quando comecei a fuçar revistas. Não de decoração, revistas de qualquer coisa, que tenham fotos e imagens bacanas. Descobri que eu sou visual. E eu procurava uma imagem que traduzisse a sensação que eu queria passar naquele ambiente. Vi uma foto preta e branca, de um casal abraçadinho numa praça. A foto era bem clichêzinha, mas o sentimento que a foto me passava era perfeito pro que eu queria do projeto!
Esta é a famosa foto de Doisneau, não a do meu projeto. Mas era mais ou menos nessa linha.
A foto tinha alguns elementos importantes que combinavam muito com o perfil do cliente: era urbana, simples, discreta, clássica e carinhosa. E como as cores tem grande influência nas nossas emoções, com a foto, eu descobri que queria fazer o apartamento todo em P&B – simples e sofisticado. A foto foi a minha inspiração.
Sempre que eu empacava no projeto, voltava pra foto. Olhar pra foto me lembrava a sensação que eu estava buscando, a mensagem que eu queria passar, enfim, a minha inspiração. No fim eu até incluí algumas cadeiras coloridas, não resisti, mas o conceito do projeto e o sentimento no ambiente foram exatamente o que eu imaginei deste o começo. Porque eu tinha e fiquei firme a um conceito.
Existem bancos de imagens na internet como o Getty Images que podem ajudar a encontrar aquela imagem que vai traduzir seus sentimentos.
Esta imagem da menina na piscina de bolinhas me traz alegria, paz, satisfação… grandes responsáveis são os tons de azul e os formatos circulares. Poderia me inspirar num projeto de um home theater. Fala que ela não passa aquela sensação deliciosa de não querer sair dali nunca mais? Que está confortável e divertido?
Encontrei um blog de noivas – The Inspired Bride – que tem um sessão muito interessante para ajudar na decisão da paleta de cores da decoração das festas. Justamente do jeito que eu me inspiro – com fotografias. Olha que bacana. Observe cada uma e tente responder o que te passam essas imagens. Que sentimentos e mensagens? Que tipo de ambiente tem a ver com cada uma delas?
Já falei que eu adoro limão, né? As cores fortes e contrastantes dessa foto me transmitem muita energia, vida, força, saúde…
E esta pra mim é intrigante. Ela é atemporal por ser clássica e moderna ao mesmo tempo. Comportada e irreverente. Jovem e séria.
Olha que foto deliciosa… apesar de ser numa praia, ela não passa aquela sensação de calor, nem de confusão. A sombrinha colorida é descontraída, a iluminação passa tranquilidade, o céu é tão neutro… eu fico imaginando quem será que está deitado ali, o que essa pessoa está pensando, sentindo. O que você sente?
Eu sou bem doceira, mas não me dá vontade nenhuma de comer essas coisinhas pink. O ambiente é tão frio, sério e formal… o rosa chama a atenção, é chocante, contrastante, não apetitoso mas super instigante. Que ambientes precisam ser assim?
Como eu disse, inspiração precisa de um pouquinho de trabalho para nós, mortais. Mantenha-se sempre antenado, lendo sobre assuntos diferentes, descobrindo lugares novos, músicas, filmes, fotografias… acompanhe vários blogs de assuntos diferentes do seu dia-a-dia. Tenha referências, o conhecimento dá uma super força na hora da criatividade.
E nunca faça aquela pergunta para uma revista de decoração: “de que cor eu pinto a parede da sala? Amarelo ou azul?”. Descubra ou desenvolva (sim, dá trabalho) que mensagem você quer passar naquele ambiente. Observe que sensações ele passa do jeito que está e use umas fotografias bacanas para encontrar esse equilíbrio, você vai ver que é muito divertido!