Esta galeria contém 12 fotos.
Ideias para decorar sua varanda ou terraço com vasos, móveis e cores. Continue lendo
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Lembram do sorteio de uma assinatura de revista que rolou AQUI? Agora foi minha vez de ganhar
Minha frase foi selecionada em um concurso cultural promovido pela Casa Vogue para a Mostra Black e participei de uma visita guiada sensacional na sexta-feira. A mostra reuniu excelentes profissionais, e cada um deveria interpretar “O que é Black para você?” a seu modo, com toda a liberdade. O resultado não poderia ter sido mais interessante: criatividade sem amarras. Gostei de verdade.
O primeiro ambiente que vimos foi a área externa, projeto do Alex Hanazaki. E ele mesmo nos contou sobre o seu processo criativo e os porquês por trás do lindo jardim. Confesso que entendo lhufas de paisagismo, mas me encantou a coerência de linguagem que ele manteve em todo o projeto.

1. A piscina preta, original da casa, foi de onde tudo surgiu. Ele achou que ela estava muito perdida lá no canto, sozinha. Criou um espelho d'água rente ao muro percorrendo todo o jardim até desembocar nela, integrando-a ao projeto. E para esconder as casas e muros vizinhos, que segundo ele eram feios e assimétricos, construiu um jardim vertical de 7 metros de altura e 30m de comprimento.

2. Com plantas simples, "do tipo que tinha no quintal da vovó" , ele fez uma linda composição no muro, criando um pano de fundo para seu ambiente. E para manter o destaque no jardim vertical, utilizou plantas mais rasteiras no restante da área externa

3. Os desenhos geométricos utilizados no muro - linhas retas com curvas discretas para equilibrar o moderno com o orgânico - foram repetidos nos formatos das peças do piso, no pergolado amarelo, nas bordas da piscina e até no corrimão da ponte (veja foto 1 novamente)

4. A iluminação era um show à parte, valorizando as diferentes texturas e deixando tudo num clima bem aconchegante. O painel de madeira do muro virava um painel de projeção à noite - "uma piração de mostra", segundo ele
A mostra acabou hoje, mas eu trago outras fotos para vocês curtirem um pouquinho também, tá?
Hoje eu senti uma falta de já ter alguma estrutura na nossa varanda… apesar de frio, o dia estava lindo e o sol estava uma delícia. Meu marido estava cuidando do jardim com nossas cachorrinhas e eu queria curtir as novidades nos blogs de decoração. Mas tive que ficar na sala, não tinha nem uma cadeirinha para acompanhá-los lá fora.
Eu já tenho o conceito na cabeça: um lugar para se sentir em uma praia no alto verão, bem alegre, quente, descontraído. Meu marido quer uma mesa com cadeiras para tomarmos café da manhã num dia bonito, ou para um jantar ao ar livre. Eu quero um lugar para receber amigos, e para me esparramar e curtir o ócio, mas se eu puder escrever meus posts curtindo a vista também seria bem bacana. Com a chegada da nossa bebê, vai ser um lugar também para o sol matinal e, futuramente, para ela brincar. E isso tudo tem que funcionar em um deck de madeira ao ar livre, de uns 4m de largura e 3m de profundidade, que fica ao lado da sala de estar/TV.

1. Adoro esta solução, simples e elegante. Boa para receber e para escrever, mas pouco confortável pra se jogar num domingo de sol, né?

2. Esta continua desconfortável, mas tem mais a nossa cara
Uma mesa rodeada de cadeiras interessantes também me atrai muito. Selecionei algumas alternativas para inspiração, o que você acha?

Já pensou na Louis Ghost do Phillipe Starck na varanda? É de acrílico e pode ficar ao ar livre sem problemas. Gosto da ideia de ousar com uma dessas num deck de madeira, acho demais!

Uma cadeira de design, transparente, com uma mesa coloridona
Esta é de vidro, do Marco Pocci.

Cadeiras de metal bem coloridas, estas são da Domitalia

Cadeiras de plástico com um design inovador dão um charme, bem melhores do que aquelas da piscina do clube.

3. Saindo da opção mesa de refeição, sofás e poltronas são ótimos para bater papo com os amigos ou mesmo para se deixar levar pelo tempo. Adoro os pufes, certeza que me perderia dentro de um deles. A madeira e os tecidos têm que ser próprios para aguentar chuva e sol sem manchar ou mofar. A desvantagem para nós é não ser tão confortável para tomar o café da manhã ou fazer um jantar. Mas é uma delícia para curtir o dia, né?

4. A estrutura em deck só pede almofadas para dar mais conforto. Quem tem espaço pode guardar as almofadas em dias que não são usadas, garantindo uma durabilidade maior. E o tanto que eu gostei desta combinação de cores? Bem cara de alto verão, não é? Rosa, amarelo e laranja dando vida à madeira, e toques de azul e verde para completar... linda! Ah, reparou no vaso em formato de xícara?

5. Mas se for para ter sofá, eu queria mesmo era o Bubble Club do Phillipe Starck. Ele tem um charme de sala tradicional que brinca com o fato de ser totalmente em plástico que eu adoro. E olha que bacana jogar algumas almofadas coloridas para os dias de uso.
Quem me dá um Bubble?
Esta semana é meu aniversário de casamento
Toda vitrine que eu vejo com vestidos de noiva me dá vontade de casar de novo (com o mesmo marido, viu?), cada foto de festa de casamento me traz novas ideias da decoração da nossa próxima festa e a vontade só aumenta. Uma das ideias que adoro – e que também pode ser usada na festinha da Páscoa, Natal, aniversário ou qualquer evento – é usar fitas coloridas. Simples, barato e super charmoso. Selecionei algumas fotos na internet para inspirar vocês, divirtam-se!

Cadeiras mais modernas e em qualquer combinação de cores e texturas. Olhe como a toalha de mesa azul e as flores rosa chá ganham destaque com a organização da paleta de cores nas cadeiras.

Para uma festa ao ar livre, as fitas amarradas nas árvores ou mesmo em fios se movimentam com o vento e dão um ar descontraído e divertido à festa.

Pra dentro de casa as fitas mais curtas trazem o colorido de uma forma criativa e suave. Até pedacinhos pequenos viram nós delicados para incrementar uma parede.

Pequenos detalhes fazem toda a diferença e não precisam dar trabalho. Só tem que tomar cuidado pra não exagerar.
Boa festa!
Estava conversando com minha irmã ontem sobre a iluminação da sala dela. A iluminação é um dos elementos mais importantes no design de interiores mas, infelizmente, muitas vezes sub-utilizado ou visto somente como funcional. Eu insisto sempre que temos que unir o funcional à estética, eles não precisam ficar separados. E é super possível atingir os objetivos práticos de iluminar adequadamente um ambiente, de acordo com as atividades que serão realizadas ali, e também os aspectos mais subjetivos como aconchego, charme, sofisticação, etc.

1. Os spots embutidos no forro de gesso cumprem a função de iluminação geral mas, opinião pessoal, não embelezam a casa. Fica um monte de bolinhas no teto, poluindo visualmente o ambiente.

2. Como diz a minha irmã: "parecem espinhas no teto". Uma cozinha toda bacanuda mas com muitas intervenções no teto para embutir os tais spots.
Mas existem outras alternativas? Sim. A primeira delas é usar luminárias bonitas, dessas que a gente não quer esconder no forro de gesso, a gente quer mostrar, mesmo, sabe?

3. Olha que charme a iluminação deste restaurante. Muito melhor do que um monte de spots escondidos, não é?

4. Na sala de estar também dá para usar luminárias pendentes, além dos já conhecidos abajures e luminárias de piso.
A outra alternativa, que até sai mais barata do que as luminárias embutidas, é a iluminação arquitetural, que utiliza elementos arquitetônicos como sancas, paredes, estruturas de alvenaria, escadas, etc.

5. As lâmpadas são instaladas atrás dos armários e a luz é refletida pela parede e pelo teto. Fica super aconchegante.

6. Uma sanca invertida ilumina o corredor sem quebrar o aspecto clean do ambiente com luminárias.

7. Aqui o piso reflete a luz para a área externa sob o que parece ser um banco de concreto, não fica super aconchegante?
E não ache que a iluminação arquitetural não ilumine o suficiente. Dê um pulo no post sobre lâmpadas para você não errar – AQUI. E mais sobre iluminação AQUI.
Com 4 filhotes de maltês, além da mãe, uma horta com hortelã, pimenteiras, alecrim, um projeto de roseira, uma amoreira, umas 5 oliveiras e 3 tomateiros, meu apartamento de 80 metros quadrados, sem varanda, está ficando pequeno. Ando sonhando com jardins e salas abertas, com uma sala ampla e armários que guardem tudo que hoje fica empilhado num canto. Em resumo, está chegando a hora de procurar outro lugar para morar.
Enquanto isso não acontece, compartilho com vocês os meus sonhos…

Neste minuto tudo o que eu queria era levar minha cama pro quintal, ficar enrolada no edredom e deixar alguns raios de sol me aquecerem. {around}

Adoro essas salinhas montadas no jardim. O teto protege do excesso de sol e os sofás convidam para ler uma revista despretensiosa, tomar um chá no fim da tarde, um vinho com fondue para espantar o frio ou simplesmente não fazer nada. {DD}

Um picnic a la Chapeleiro Maluco, várias cadeiras diferentes e tudo super colorido. {around}

Adoro a arquitetura das casas espanholas, com o jardim interno. Elas tem que ter o jardim voltado para o norte (no hemisfério sul) para que receba sempre sol. {DD}
Esse inverno frio e nublado de São Paulo me dá tanta saudade de um dia ensolarado, com o céu azuuuuul…

Adorei esta varanda que integra a vista à decoração. Muita madeira e tecidos coloridos para alegrar e descontrair. {DI}


Esta cozinha é perfeita para curtir o quintal nestes dias frios. Muito vidro para proteger do vento e da chuva, mas você se sente no meio do jardim, rodeado de plantas e natureza. {axpe}

Agora é moda ter uma varanda gourmet. Modismos à parte, olha que delícia este cantinho. A parede de cor quente, muita madeira e os tecidos e azulejos estampados em azul e branco dão um charme todo especial. De novo o telhado que só filtra um pouco do sol e deixa suas sombras darem ainda mais aconchego e informalidade ao ambiente. {axpe}

Se eu tivesse uma casa com esse quintal, seria uma jabuticabeira no centro, muitas frutas e flores ao redor, que trazem um monte de passarinhos e borboletas e nos fazem sentir na fazenda por um minuto. Um forno de pizza e uma churrasqueira para curtir o fim de semana ao ar livre com os amigos. {DI}
É… vou ter que começar a procurar…
Imagens:
AxPe, Desire to Inspire, Around my Table, Dear Designer, Bright Bazaar, House of Turquoise
Outro dia o meu chefe me perguntou sobre pisos de porcelanato. Achei prudente fazer um relatório completo, e aí você aproveita as dicas
A principal vantagem do porcelanato em relação às rochas ornamentais é sua resistência superior – mecânica, ao desgaste e a manchas. Além disso os porcelanatos são mais leves, por ter espessuras menores, e a variação de cores entre placas é mais previsível – você pode verificar o grau de variação por produto na loja. Assim você corre menos risco de se decepcionar, como acontece quando chega o mármore e você acha que o tom ou os veios da amostra que estava na loja eram mais bonitos.

Para obter essa uniformidade e esse branco absoluto no piso, tem que ser porcelanato. {C&J}
Também existem porcelanatos que imitam mármores e granitos, alguns até madeira, couro, metal e tecidos. Mas, não sei você, nunca vi uma imitação que fosse mais bonita que sua fonte de inspiração. Mas, no fim, tudo vai depender do objetivo do seu projeto e de suas prioridades.

Este revestimento lindo, na entrada do restaurante Skye em SP, é mármore. É uma proposta bem diferente, aqui não caberia porcelanato de jeito nenhum.

Esta é uma novidade da Elizabeth. Deve ser interessante para uma garagem moderna, ou para dar um toque de tecnologia em um ambiente.

Este piso é de porcelanato, da Portobello.
Para utilizar porcelanato que imita madeira é importante lembrar que o rejunte é necessário e fica visível. De longe ou em fotos não dá pra perceber tanto, mas se você está em pé e olha para o chão vai saber que tem algo estranho. Por isso, quanto menores as placas ou maior for o ambiente, os rejuntes ficarão mais explícitos, coisa que ninguém espera ver em um piso de madeira de verdade. Por isso acho bem delicado usar esse tipo de acabamento em lugares onde tipicamente estaria um piso de madeira. Pode ficar com aquele ar muito óbvio de “queria madeira mas não tinha dinheiro”, sabe? E você pode fazer um piso maravilhoso sem ter que recorrer à imitação.

Mas se o conceito do seu banheiro é que seja aconchegante e com cara de sala, talvez o porcelanato seja uma boa alternativa. {Portobello}

Ou quem sabe dar para a cozinha da varanda ou da piscina um visual menos comum? {Portobello}

Ou até inovar para tomar sol em volta da piscina? {Portobello}
Um ponto de atenção ao escolher o porcelanato para áreas externas ou úmidas é que ele pode ser bastante escorregadio se estiver molhado, especialmente se ele for do tipo brilhante e super liso.
E, por falar em brilhante e liso, este também é o tipo mais delicado para se manter. Não deve ser utilizado em áreas de muito tráfego ou onde possa ter contato com materiais abrasivos, pois ele arranha mais que os outros, e o arranhão fica mais visível. Então, na casa de praia, por exemplo, que sempre tem areia pelo chão, utilize os foscos ou polidos, só por garantia. Mas fique tranquilo para usar na sala ou no quarto, ele é muito resistente.
Outra variável importante, principalmente do ponto de vista estético, é o acabamento lateral de cada peça. Ele pode ser retificada ou não. Quando as placas não são retificadas elas apresentam aquela curvinha perto do rejunte, que nem azulejo de antigamente, sabe?

Repare nas paredes, como tem mais sombra perto dos rejuntes, são as curvinhas nos acabamentos laterais. {Portobello}

Este é o acabamento retificado. Tudo retinho! O rejunte fica bem mais discreto.
O acabamento retificado deixa a placa completamente plana, diminuindo o destaque aos rejuntes, dando mais uniformidade ao piso acabado.

Olha que piso lisinho. O acabamento lateral retificado ajuda a dar esse visual. {Portobello}
Quando você decidir pelo piso da sua casa, relembre seu objetivo, o conceito do ambiente. O piso branco, ou bege, de porcelanato liso, brilhante, como acima, deixa o ambiente bem moderno, até frio.

Você pode "aquecer" os ambientes usando tapetes e cortinas. Compare com o ambiente da foto anterior para ver a diferença. {C&J}
E, para quem quiser aprender a escolher tapetes, visite o nosso post sobre o assunto AQUI.

Mas você pode brincar com a paginação do piso também. {NeoStone}
A mistura de peças foscas e brilhantes, mas da mesma cor, fica muito bonita e dá movimento sem carregar o ambiente.

Então decida o que você espera do seu piso e faça sua escolha. Porcelanato tem qualidade e é muito bonito.
Para dicas técnicas, sugiro este site: http://www.sosporcelanato.com.br/
Imagens:
Sábado fui assistir Alice, de Tim Burton. Estava super ansiosa porque eu simplesmente adoro Alice, de Lewis Carroll. Revi o desenho animado da Disney há algumas semanas para refrescar a história na cabeça e li bastante a respeito do livro e do autor. Não tinha como não gostar do filme… claro que tenho algumas críticas, como em relação ao ritmo do filme, que às vezes se perde, mas no geral é demais! A arte, o figurino, a maquiagem e, claro, a história. Vou ver de novo.

Alice, agora com 19 anos, no filme de Tim Burton.
E como Alice no País das Maravilhas agora está na moda, tenho visto vários produtos, inclusive de decoração, inspirados na história. Mas eu precisava dizer: se inspirar em algo não é a mesma coisa que fazer um produto ou decoração temáticos… mas como assim?
Vamos começar por onde o autor se inspirou… fiquei horas passeando no tour virtual da Universidade de Oxford, onde ele estudou e lecionou por muito tempo. E onde conheceu e conviveu com a verdadeira Alice, filha do reitor da mesma universidade na época. Tudo indica que o buraco em que a Alice cai seguindo o coelho é um símbolo da escadaria dos fundos da Christ Church. Aliás, é a mesma escadaria de Howgarts, de Harry Potter.

Imagino Carroll passeando com Alice por aqui... e contando as historinhas que ele contava. Um caminho sem fim, em que Alice ia descendo, descendo, e que levava a um jardim lindo, repleto de fantasias.
Carroll usou a arquitetura já existente para dar vida à sua metáfora de transição entre o mundo real e o imaginário. Sinal que podemos fazer o inverso: construir ou decorar pensando em outros significados que vão além da funcionalidade.

Lembram desta escada do Hudson Hotel? O conceito foi justamente o de fazer uma transição entre o mundo caótico de Nova Iorque e a paz que está dentro do hotel. (Clique na imagem para ver o post completo sobre o hotel)
As personagens são um capítulo à parte. Todas super complexas e muito bem trabalhadas, são excelente inspiração. Mas isso não significa que temos que ter objetos que remetam explicitamente a elas.

Na realidade, ela é uma mistura entre a Rainha de Copas e a Rainha Vermelha.
Foram dois livros que deram origem aos filmes de Alice no País das Maravilhas. No primeiro aparece a Rainha de Copas, relacionada ao jogo de cartas. No segundo livro, Through the Looking-Glass, surge a Rainha Vermelha, que é a rainha de um jogo de xadrez. É muito comum a confusão entre as duas, mas no filme de Tim Burton as duas são uma só.
O tamanho desproporcional da sua cabeça é uma representação do seu egocentrismo e insensibilidade. E, coincidência ou não, a sua frase favorita é “Off with his/her head!” (Cortem sua cabeça!). E esta rainha está rodeada de súditos que necessariamente tem aberrações similares à da sua cabeça.

Eu adorei o Castelo da Rainha Vermelha. Sempre rodeado de pouca luz, abusando do próprio vermelho, do preto e branco para criar o clima perfeito para seu estilo.
O que mais me chamou a atenção no castelo foi o formato imperfeito do coração na fachada. A assimetria pode ser uma forma de remeter à imperfeição, ou à falta de um coração verdadeiro naquele lugar.

O interior do castelo é repleto de corações, de vermelho, preto, dourado e algum branco. Tudo muito luxuoso e rebuscado.

Este seria um belo quarto inspirado nessa personagem. Os arabescos trazem o luxo à combinação de cores da rainha. {DI}

Esta sala também tem a cara dela. Repare como a luminária pode remeter à sua coroa. {FH}

Esta sala pode perfeitamente ter sido feita pensando na rainha (sem) coração. Até o quadriculado presente no tapete e na mesa de centro poderiam ser referências aos pisos de tabuleiro de xadrez do castelo. {DI}

... é a irmã mais nova da Rainha Vermelha. Apesar de ter feito votos de bondade, guarda as unhas e o batom vermelhos como símbolo do seu pinguinho de agressividade.

Seu castelo é todo branco, com alguns detalhes em azul turquesa. E, ao contrário da irmã que rodeia o seu com um rio de sangue, a Rainha Branca tem árvores floridas para dar vida à sua casa.
Reparei neste piso de mármore na hora. Olha como ele é super liso e brilhante, refletindo as árvores e a grade. Lindo. E o branco é realmente a cor que transmite a pureza com mais sucesso. As flores são como cerejeiras, de um rosa claríssimo, lindas!

Eu faria um quarto assim pra ela. Bem branco, com detalhes de luxo e também com toques de turquesa. {DI}

E olha que lugar mais flutuante. Assim como os movimentos das mãos da Rainha Branca. {Dear Designer}

Eu acho esta sala a cara da Rainha Branca. A predominância do branco, sua cor de origem, com pitadas de azul turquesa, pink e vermelho que dão o toque de vida que ela tem. {DS}

Ou você prefere a brincadeira de texturas e comprimentos em uma sala toda branca? Para completar o conceito, aqui faltou um vaso vermelho sangue, né? {FH}

O figurino e maquiagem super especiais deste personagem mostram muito de sua personalidade. Aliás, repare nos detalhes dos tecidos e acabamentos de sua roupa e chapéu. Lindíssimos. E também podem inspirar os tecidos de sua casa.
O Chapeleiro é alegre e divertido, mas se transforma em segundos em louco e agressivo. Ele é super carinhoso, inteligente mas totalmente sem lógica. Sem dúvida o cabelo laranja ajuda a transitar entre esses extremos…

O rosa e o laranja fazem uma combinação forte, que fica entre o agressivo e o feminino, carinhoso. {HL}

Eu tomaria um chá com Johnny Depp aqui. O tapete geométrico (representando a lógica), mas de cores desordenadas (como a cabeça do chapeleiro). {AT}
E por falar em tomar um chá, uma coisa que eu adoro é a mesa do chá.

Primeiro porque o Chapeleiro anda sobre ela...

... e eu fiquei louca de vontade de ter uma mesa que eu possa subir que nem ele. {AT}

E segundo porque adoro a descombinação de louças e cadeiras. Cada peça de uma cor e estilo. Usaria esta abordagem para receber amigos em casa facilmente. {AT}
Além desses personagens sensacionais, algumas passagens da história de Alice no País das Maravilhas também podem inspirar um monte.

O trabalho gráfico que se repete na parede e no teto me faz sentir muito como a Alice caindo no buraco do coelho, sem saber o que está em cima ou embaixo, perdendo totalmente o senso de posição. {AT}

E ordens escritas nas paredes me lembram os bolinhos crescedores e encolhedores da Alice - escritos "Eat Me". {DI}

Importante avisar que devemos esfregar bem as mãos. {DI}

A brincadeira com proporções é pura inspiração no estica encolhe de Alice. {DigsDigs}

E olha como podemos trazer o jardim de flores de Alice pra dentro de casa - no tapete, na almofada e nos banquinhos de tronco. {DS}
Entendeu o que é se inspirar e como isso é diferente de fazer um ambiente temático? Em que a referência é mais sutil e passa por uma releitura de quem faz a decoração. Nada é tão óbvio quanto reproduzir a imagem de Alice em uma almofada, ou do Chapeleiro em um bule de chá. Nada contra, mas aí não é decoração…
E você conhece algum ambiente que possa ter se inspirado no Coelho, ou na Lagarta, ou na própria Alice? Um jardim estilo Wonderland? Manda pra gente!
Imagens:
Tenho trabalhado até tarde nos últimos dias e de vez em quando dá aquela saudade de estar perto das minhas coisas – da minha geladeira, do meu banheiro, da minha cachorrinha e do meu marido. Talvez seja por isso que resolvi mostrar para vocês uma solução que vi no Design Milk há algum tempo: o Archipod.
Fora o fato que ela me lembra a nave do Xou da Xuxa, gostei de ver uma criação que não é quadrada, em todos os sentidos. Trata-se de uma estrutura pré-fabricada para instalar no quintal de casa, fugindo das soluções óbvias de transformar uma salinha ou o quartinho de empregada no seu escritório.
Essa casinha redonda não passa nem perto da formalidade de um ambiente de linhas retas, daqueles edifícios comerciais envidraçados e cobertos de carpete, o que estimula a criatividade e o bem estar.
E a ideia de deixar seu trabalho fora de casa contribui para a disciplina de toda a família e a não misturar os dois mundos. Ao mesmo tempo, te deixa a possibilidade de tomar o seu coffee-break com excelente companhia.
Pior que a porta de entrada lembra uma nave, mesmo. Parece que vai te transportar para outra dimensão. Vai ver que era o conceito do projeto.
Uma clarabóia traz excelente iluminação e ventilação. A mesa em meia lua é interessante do ponto de vista ergonômico, fica tudo ao alcance das mãos sem ocupar muito espaço, que então fica disponível para o trânsito. Mas as paredes curvas tem o efeito oposto, limitando seu aproveitamento para armazenar material em estantes ou armários sob a mesa. A bolha realmente te isola de tudo, deixando somente o essencial à mão. Bom para quem precisa se organizar melhor.
O que também não dá pra fazer é receber um cliente ou fazer reuniões de trabalho… é pra trabalhar sozinho, mesmo. E aí, topas?
As plantas também podem trazer um gostinho mais agradável para a sua casa, combinando a beleza com a praticidade e a saúde. Afinal, hoje sabemos dar valor a uma boa refeição, a ingredientes mais nutritivos e sem agrotóxicos. E para despertar o gourmet que existe dentro de você, ter temperos fresquinhos é essencial.
E entrar nessa pode ser bem mais fácil e gostoso do que você imagina. A ideia é ter a sua própria horta dentro de casa, mas de um jeito que ela também contribua para a decoração do ambiente.

Veja como além de prático para cozinhar, a salsinha também deu um toque mais descontraído para a peça toda branca. Só precisaria de uma janela no lugar do espelho. (Casa Cor)
E existem soluções bem criativas para qualquer tipo de espaço. Mesmo que você more em um apartamento.

Se você tem uma varanda, uma horta como essa é uma ótima pedida. Ocupa pouco espaço e é bem mais bonita do que um monte de vasos espalhados pelo chão. (AT)

A varanda é pequena? Uma horta vertical deixa o ambiente mais aconchegante, além de ser bonita e prática. Um bom marceneiro faz tranquilamente. (Cria Design)

Os vasos na janela também são sempre uma ótima opção. A escolha de vasos diferentes deixou tudo mais despojado criando um contraste interessante com a cozinha branca. (Casa e Jardim)

E as opções não param por aí. Essa solução aproveita a iluminação da janela mesmo quando não existe espaço para o vaso. O manjericão agradece. (Ontwerpduo)

Eu substituiria as plantas ornamentais por um alecrim, que gosta de bastante sol. (Rephormhaus)

A idéia é ótima, mas é importante plantar algo que fique rasteiro como tomilho ou hortelã por exemplo. (Studio Shulab)
As plantas sempre ajudam a dar mais vida para casa. A sensação que você tem entrando em um ambiente com plantas é sempre mais acolhedora e mais harmônica. A horta, além de tudo isso ainda traz os aromas deliciosos e a alimentação mais nutritiva, uma decoração que acaba mexendo com todos os sentidos.
Agora é com você. Faça a sua horta, use a sua criatividade, crie seus próprios vasos usando latas de azeite vazias, ou decorando garrafas pet ou caixinhas de leite longa-vida. E que tal chamar o seu filho para fazer um vaso de Lego e depois plantar juntos alguma coisa? A experiência de ver as sementes brotando e a planta crescendo é maravilhosa. Tente. Você vai gostar.
E para os novos gourmets, ai vai uma tabelinha para ajudar.

* Ciclo/ Perenes: se desenvolvem com mais facilidade e pela vida toda./ Bianuais: se desenvolvem com um pouco mais de cuidado, tendo de ser podadas frequentemente. Depois de dois anos florescem e morrem.
Fontes e Imagens: