Foi ela que desenhou o edifício do MASP (Museu de Arte de São Paulo), do qual seu marido foi curador entre 1947 e 1996. A arquiteta mais importante do Brasil, atrás apenas de Oscar Niemeyer.

Suas construções frequentemente apresentam extensos vãos livres. O MASP é suspenso apenas pelas estruturas laterais.
Achillina Bo era uma arquiteta italiana, nasceu em 1914 e se naturalizou brasileira em 1951. Veio para o Brasil em 1946, depois de casar com Pietro Maria Bardivia. O casal via no Brasil um país com perspectivas de prosperidade e cenário de uma arquitetura talentosa e promissora, ao contrário da Europa, em reconstrução pós-guerra.
Ela morreu em 1992 na sua Casa de Vidro, a primeira residência construída no Morumbi, em 1951.

A Casa de Vidro, 1951.
Como planejado em seu projeto, as plantas retiradas para a construção da casa foram replantadas.

A Casa de Vidro, hoje em dia. A área de 7.000 metros quadrados, tombada, tem espécies raras da Mata Atlântica.
Seu envolvimento com a cultura do país foi enorme e ela se considerava “duplamente brasileira”, sendo a nacionalidade que escolheu. Nos seus projetos podemos perceber o impacto do encontro de sua formação erudita européia com a busca das fortes raízes culturais brasileiras: racionalismo e economia de meios com falta de recursos tecnológicos.

SESC Pompéia - construído a partir de uma antiga fábrica, sua proposta é ser um centro cultural e esportivo, de "encontro social do proletariado".
Suas criações são modernas e não tem compromisso com regras ou estereótipos estéticos, muito pelo contrário. Ela liderou movimentos culturais e sociais reconhecendo a arte do brasileiro anônimo, e incluindo-o no circuito artístico com seu devido valor.

Vista das entradas laterais do SESC Pompéia. Nada convencionais, simples e lindas.
Lina Bo Bardi também desenhou móveis fantásticos, muitos dos quais ainda estão na Casa de Vidro.

Cadeira Bowl. Te lembra algum modernista?

A cadeira Frei Egídio mostra claramente sua racionalização no uso de materiais. Foi feita em conjunto com Marcelo Ferraz e o Marcelo Suzuki.

Mesa e cadeira Girafa. Racionalismo puro, bem modernista. Também em conjunto com Marcelo Ferraz e o Marcelo Suzuki.
Fontes:



Agora virou mania! Entro no meu gmail só pra ver se tem alguma novidade no seu blog! Estou amando!!!
bjks
Manu!!! Genial, amo a arquitetura da Lina e o Sesc Pompéia e o Masp são visitas indispensáveis a um turista em São Paulo, a genialidade do Sesc é indiscritível e como aquele lugar funciona!!!
Pena que o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi estava numa situação meio ruim e a casa de vidro meio abandonada… disseram que iam fazer uma restauração, mas não sei a quantas anda!
Dois comentários, é impostante dizer que as cadeiras Frei Egídio e Girafa foram projetada pela Baraúna, com criações em conjunto da Lina com o Marcelo Ferraz e o Marcelo Suzuki, e ainda podem ser compradas na loja da Baraúna que o Marcelo Ferraz mantém. E na introdução não restringiria os grandes arquitetos “brasileiros” a Lina e Niemeyer, colocaria tb o Reidy, o Artigas e o Paulo Mendes para dar uma bela resumida!
Perdi alguns posts no meio do caminho, mas este precisava de uma paradinha! hehehehe
Sugestão de post: Burle Marx!!!! Tudo de bom em matéria de paisagismo!
Bjosss
Pois é, Ivana… é triste que a Casa de Vidro esteja abandonada. O próprio site do Instituto está bem desatualizado também. Vou atualizar as informações das cadeiras, muito obrigada e vê se aparece mais, sua participação é importante!
bjos
Manu
A Casa de Vidro parece a casa daquele filme “Curtindo a Vida Adoidado”, onde ele rouba o bolido vermelho.
“O essencial da arquitetura é fornecer uma alternativa Não vou chamar a isto de refúgio, mas digamos que é um ‘recipiente da existência’, um recipiente da existência que traz um outro nível de alegria para a vida… A realidade da arquitetura é a do concreto, do físico e do espacial. E também do som, o cheiro, todas essas coisas fantásticas que vêm da construção e da experiência de fazer arquitetura.
Ah, mas é preciso haver alguém que possa tomar essa decisão”
Stephen Holl